terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

CENTRO DE MEDITAÇÃO KADAMPA BRASIL - Pela Paz Mundial


O Centro de Meditação Kadampa Brasil - Pela Paz Mundial, é um Templo Budista localizado em Cabreúva, interior  de São Paulo.

O templo foi inaugurado em 2010, porém levou quase 10 anos para ser construído. Foi todo construído com o auxílio de voluntários e é o maior de todo o mundo da tradição Kadampa.

O monge contou que quando o seu idealizador o Venerável Geshe Kelsang Gyatso veio conhecer o Brasil, ficou espantado com todo o seu tamanho, e então quis fazer um templo grande para poder acolher grande parte dos brasileiros. Disse que é um presente para as gerações futuras, para que encontrem felicidade e libertação do sofrimento.

Moramos pertinho de Cabreúva e quando descobrimos que existia esse maravilhoso e imenso templo tão pertinho de nós, não hesitamos em conhecer o mais rápido possível.

É emocionante, quando da estrada, avistamos o templo ao longe, encrustado na Serra do Japi.


Quanto mais nos aproximamos, mais deslumbradas ficamos com a grandiosidade e imponência do templo.





O prédio principal tem mais de 3,3 mil metros quadrados e representa a mansão celestial de Buda Heruka, o Buda da Compaixão.

O Budismo Kadampa é uma escola do Budismo Mahayana fundada pelo grande Mestre Budista indiano Atisha (982-1054).
Seus seguidores são conhecidos como Kadampas. “Ka” refere-se aos ensinamentos de Buda e “dam” às instruções especiais de Lamrim ensinadas por Atisha, conhecidas como as Etapas do Caminho à Iluminação. Os Kadampas são praticantes que confiam nas instruções de Buda como conselhos pessoais e as colocam em prática seguindo as instruções do Lamrim.

A Tradição Kadampa foi disseminada amplamente no Tibete por Je Tsongkhapa e seus discípulos, conhecidos como os “Novos Kadampas”.



Integrando os conhecimentos dos ensinamentos de Buda em suas práticas de Lamrim e, aplicando-os em suas vidas diárias, os budistas kadampas são encorajados a utilizar os ensinamentos de Buda como métodos práticos para transformar as atividades diárias num Caminho à Iluminação.
Os grandes Mestres Kadampas são famosos não apenas por serem grandes estudiosos mas também por serem praticantes espirituais de imensa pureza e sinceridade.




A linhagem destes ensinamentos, tanto a transmissão oral quanto as bênçãos, foi então transmitida de Mestre a discípulo, por grande parte da Ásia e, atualmente, para vários países do ocidente.
Os ensinamentos de Buda, conhecidos como “Dharma”, são comparados a uma roda que move-se de país a país, de acordo com as mudanças de condições e inclinações cármicas das pessoas.

As formas externas de apresentação do Budismo podem mudar ao encontrar diferentes culturas e sociedades, mas a continuidade da autenticidade essencial é garantida através de uma linhagem ininterrupta de praticantes realizados. (Fonte: https://budismokadampa.org.br/budismo-kadampa/)


O seu interior é magnânimo e maravilhoso!

Na parte central há um altar com três estátuas gigantes de buda ao centro, cada uma medindo 2,5 metros de altura por 2 metros de altura e mais 14 estátuas menores ao redor.

A foto não ficou muito boa, pois há um vidro protegendo-as, o que faz com que reflita a luz que ilumina o templo.





No centro do templo, no topo, há a RODA DA VIDA.e os doze elos que nos mantêm presos ao nosso Samsara (1- Ignorância, 2 - Aspiração, 3 - Consciência, 4 - Corpo-mente, 5 - Os seis sentidos, 6 - Contato, 7- Sensação, 8 - Desejo, 9 - Apego, 10 - Existência, 11 - Nascimento, 12 - Velhice e morte




No chão, bem abaixo da Roda da Vida há uma enorme Flor de Lótus que simboliza a pureza e o esclarecimento.Seu caule representa o cordão umbilical que une as pessoas às sua raízes, enquanto  a flor representa a possibilidade humana de alcançar a iluminação.

Há vários altares com a imagem ou foto do Buda.
Qualquer um pode ter um altar desse em casa, desde que siga corretamente o ritural.
Deverá ter 7 tigelas que fiquem na altura da cintura do Buda, nem mais, nem menos.
Em cada tigela será colocada água através de um ritual certo que consiste em ter todas as 7 tigelas viradas de boca para baixo e milimetricamente alinhadas e próximas umas das outras. Com uma jarra você coloca água na primeira tigela, da direita para a esquerda, desvirando-a e as demais receberão a água vinda dessa primeira tigela. A pessoa deverá dividir de modo que dê para colocar, nem que seja um pingo, na última tigela. Feito isso, deverá pegar a jarra e então completar com água cada uma das tigelas de modo bem devagar.
Na verdade esse ritual é um exercício mental de paciência, calma e concentração, muito mais que qualquer outro motivo.
Essa prática vem acompanhada de mantras

Você também pode colocar no altar outras oferendas como: mais duas tigelas com água sendo que uma representa água de beber e outra com água perfumada representando água de lavar, pode ofertar flor, incenso, luz, perfume, comida e som(música).

Antes do Pôr do Sol, as oferendas de água devem ser retiradas (também há um ritual para isso) e as demais, não perecíveis, podem ficar. A água que será retirada não deve ser jogada no ralo, você deve regar uma planta, ou jogar num jardim

Vale muito à pena conhecer.

Aqui tem um vídeo de 360º externo do local onde o Templo está situado.



Se alguém tiver interesse em realizar os cursos que eles promovem ou até mesmo participar de retiros, eles têm infraestrutura para hospedagem. O local conta com 16 chalés de madeira, com capacidade para aproximadamente 100 hóspedes, com opções desde os coletivos, triplos, duplos ou individuais.
Eles oferecem roupas de cama e banho e o banheiro é coletivo em qualquer das opções. Tudo lá é muito limpo e conservado.
Há também espaço reservado para camping.

Aproveito para deixar os dados, caso alguém se interesse.

Centro de Meditação Kadampa Brasil
Onde: Av. Cláudio Giannini, 2.035, Distrito do Jacaré, Cabreúva (SP)
Horário: das 10h às 17h
Informações
www.budismokadampa.org.br ou (11) 4858 0155.







sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Leonardo Da Vince - 500 anos


No dia 18 de dezembro de 2019 eu e minha irmã @LuciaMeyer fomos a MIS - Museu da Imagem e do Som em São Paulo desfrutar das criações e invenções do gênio Leonardo Da Vince.

Aqui encontramos a mais completa e detalhada investigação sobre o trabalho de Leonardo da Vince. 

Havia 8 áreas temáticas contando a trajetória do grande gênio renascentista e trazendo réplicas das máquinas desenhadas por ele.

Aqui está a maquete de uma casa com vários pisos em andares diferentes para que não fossem atingidos pela enchente em época de chuva.


O primeiro projeto conhecido de uma bicicleta é um desenho de Leonardo da Vinci sem data, mas de aproximadamente 1490



Carro de autotração com explicação logo abaixo da imagem.










Leonardo Da Vince não destacava a pintura dentre tantas das suas habilidades, ele quando ia se apresentar sempre dizia que tinha conhecimento em arquitetura, engenharia civil, matemática, escultura, óptica, anatomia humana, era inventor, cientista e pintava.

A pintura vinha sempre no final da lista.

Aqui está a linha do tempo no que se refere às suas obras de arte na pintura


Havia anotações que mostravam desenhos de espelhos côncavos que concentrariam raios de luz a partir de diversos ângulos ajudando a entender mais sobre o funcionamento da Óptica, como podemos ver abaixo na réplica que foi produzida para a exposição.



Leonardo foi responsável por um grande número de invenções que estavam muito à frente do seu tempo. Se o homem tivesse dado crédito para todos os seus inventos teríamos avançado muito mais rapidamente no processo evolutivo.

Entre os itens estão um modelo de paraquedas, asa delta, tanques blindados, escavadeiras, robô, aparelho para mergulho submarino e até uma ponte giratória.



É sabido que ele escrevia da direita para a esquerda e de baixo para cima. Isso pode ser comprovado nessas anotações


Para a exposição reproduziram o alfabeto da direita para a esquerda.







Da Vinci deixou um grande legado artístico, principalmente, no que diz respeito às suas obras. Criou técnicas que até então nunca tinham sido utilizadas e transformou o mundo das artes. Ele aperfeiçoou o uso do sombreamento, o chamado sfumato, em suas pinturas. 
Já na escultura, utilizava o uso da perspectiva para modelar objetos em superfícies bidimensionais e até tridimensionais. Nas artes plásticas, foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela. Geralmente, retratava em suas pinturas temas religiosos.
Em sua trajetória como artista, da Vinci criou mais de 30 obras, contudo, nem todas foram concluídas, é o caso de “A adoração dos magos”, “São Jerônimo no deserto” e a “Batalha de Anghiari”. Inúmeros desenhos, esboços e páginas de notas foram encontradas após sua morte.
Catalogamos as principais obras de Leonardo da Vinci em ordem cronológica. Confira:
  • “Anunciação”: 1475-1480
  • “Adoração dos Magos”: 1481
  • “A última ceia”: 1498
  • “Mona Lisa ou La Gioconda”: 1503-1505
  • “A Virgem e o Menino com Santa Ana”: 1510
  • “São João Batista”: 1514

A Última Ceia

“A Última Ceia” é uma pintura sobre a parede do refeitório do Convento de Santa Maria Delle Grazie, em Milão, Itália, na qual Da Vinci utilizou a técnica de afresco mais comum, que era a de têmpera de ovo sobre reboco úmido. A pintura representa o momento bíblico em que Cristo compartilha sua última refeição com os discípulos.
Estudiosos de Da Vinci afirmam que o momento retratado é aquele em que Cristo afirmava "um de vós me há-de trair" e os discípulos estarão perguntando "Sou eu, Senhor?". A análise baseia-se na agitação dos apóstolos na pintura, por meio de gestos dramáticos e expressões que demonstram apreensão e inquietação. Essa obra de Leonardo da Vinci tornou-se a marca registrada do artista.





“A Última Ceia” também é vista com uma perfeita simetria em sua composição, já que distribui os 12 apóstolos em quatro grupos de tríades e Cristo como o elemento central. Traçando duas diagonais, teremos como ponto de intersecção a fronte de Cristo, centro e ponto de fuga da composição, para onde todo o movimento é convergido.

“Mona Lisa”

“Mona Lisa” ou “La Gioconda” é um quadro feito por da Vinci e está entre os mais famosos e populares do mundo. Trata-se de uma pintura em óleo sobre madeira de álamo feita utilizando a técnica do sfumato. Retrata a figura de uma mulher com um sorriso tímido e expressão introspectiva. Atualmente, está exposta no Museu do Louvre, em Paris, França.
Apesar de seu rosto ser um dos mais reconhecidos da história, a identidade da modelo que posou para Leonardo da Vinci continua sendo um dos maiores mistérios da obra. Há várias teorias sobre quem tenha sido, mas três parecem ser mais relevantes e de credibilidade, sendo transmitidas ao longo da história. (Fonte)


Fizemos uma brincadeira... No fundo toda mulher quer ser uma Mona lisa


E fizemos o registro com a Mônica Lisa

Aqui com um dos seus quadros mais perfeitos, o de João Batista.
São João Batista é um óleo sobre madeira, pintado por Leonardo entre os anos 1513 e 1516. É possível que tenha sido a última obra do artista, já nos últimos anos da Renascença e no início do Maneirismo.
Nesta pintura São João tem o dedo indicador da mão direita apontando para o céu (um gesto fartamente repetido nas obras do artista), talvez reforçando a importância do batismo para a salvação da alma.
Esta representação da figura de São João Batista vai contra todas as demais até então que apresentavam o santo como uma figura magra e feroz.
Aqui ele é representado sobre um fundo escuro e indecifrável, e com traços para muitos mais femininos que masculinos. 





terça-feira, 22 de outubro de 2019

Indo para Katakolon - Grécia


15 de novembro de 2015

Este é o navio MSC Poesia que nos levará para mais uma viagem incrível.



Minha irmã registrada no momento do embarque


Registros do navio logo na entrada



Despedida do Porto de Bari






 Nossa! Só eu comendo!!!!


Iniciando os trabalhos


Indo rumo à Grécia.


Nosso primeiro jantar em família à bordo do MSC Poesia











Abençoado Limoncello! Fez a auréola da minha irmã brilhar!



16 de novembro de 2015

Chegando em Katakolon!


Katakolon é uma cidade litorânea no município de Pyrgos, no oeste de Elis, na Grécia. Ele está situado em um promontório com vista para o Mar Jônico e separando o Golfo de Kyparissia do resto do Ionian. Fica a 11 km a oeste de Pyrgos.










Já estávamos à postos para sair e conhecer um pouco de Katakolon e Olimpia.





Pegamos o ônibus da excursão rumo a esses lugares maravilhosos







Um pouco de Katakolon







Levamos 40 minutos no trajeto


















Chegando ao local onde deu-se início aos primeiros Jogos Olímpicos, realizados a partir de 776 a.C. até 393 d.C.
Neste local eram realizadas provas de atletismo, lutas e corridas equestres. Por isso foram batizados de Jogos Olímpicos em homenagem ao nome da cidade.
Teve início em 776 a.C. e durou até 394 d.C. quando o Imperador Romano cristão Teodosio I determinou que os jogos fossem cancelados por serem pagãos já que os gregos acreditavam em vários deuses.
Muita emoção na entrada do estádio Olímpico


O santuário olímpico de Zeus é um lugar de beleza espetacular no meio da natureza cercado pelos rios Alfeo e Cladeo.

Este é o rio Cladeo






Eram quatro os Jogos Pan-Helênicos realizados na Antiga Grécia: Os Jogos Olímpicos, os Jogos Píticos realizados em Delfos e dedicados a Apolo, os Jogos Nemeos em Argos e em homenagem a Hera e os Jogos Itsmicos realizados em Corinto e dedicados a Poseidon.


A nossa guia explicando a localização

De quatro em quatro anos uma trégua era anunciada e pessoas de todas as partes da Grécia reuniam-se em Olímpia, a fim de competir e assistir os Jogos. O prêmio para o vencedor era o "kotinos", feito a partir de uma coroa de flores silvestres de oliveira.

Olímpia foi um local sagrado assim como Delfos. O recinto sagrado era situada no vale do Alfeios, no território de Pisatis na região noroeste do Peloponeso.


Algumas das modalidades praticadas durante os jogos eram as corridas de carros, a luta, o lançamento de disco ou dardos. Na maioria das competições os atletas eram homens e participavam nus, e o público era exclusivamente masculino.













Esse monumento é  a única construção dedicada a humanos – Philippeion – que Philip II ergueu em homenagem a sua família, incluindo seu filho Alexandre, O Grande.










Altar de Hera

O primeiro templo a ser erguido foi o Templo de Hera, o Heráion, em 1000 a.C. o que a história mais indica é que Hera era deusa do Matrimônio, irmã E esposa de Zeus. Junto está o Altar de Hera, local onde, ainda nos dias de hoje, é acesa a Tocha Olímpica.













Durante o período de jogos foi estabelecida a “Trégua Sagrada” para que não houvesse guerras, já que era considerado um festival atlético mas também religioso.

Altar onde os atletas eram premiados





A caminho do estádio Olimpico






Na era moderna os jogos tiveram retorno em 1896 em Atenas. As escavações no sítio arqueológico fez o Barão de Coubertin defender a ideia de retornar os jogos. A maioria das tradições foram mantidas, inclusive de as competições serem a cada 4 anos.


Entrada do Estádio Olímpico
Embora historicamente os Jogos tivessem começado em 776 a.C., que é considerada a primeira Olimpíada, organizada pelas autoridades de Élis, os Jogos foram praticados desde os tempos muito antigos e segundo a tradição eles foram prorrogados por Hércules.




Neste evento unificador, apenas os gregos livres foram autorizados a participar. Gregos de tão longe como os da região do mar Cáspio e da África, vieram para competir e assistir. Filósofos, sábios e heróis lá podiam ser vistos admirando os atletas.
Não é acidental que a Grécia, pela primeira vez na história realizou os Jogos. Este foi um evento único, um produto de uma civilização que se considerava superior as outras, em que os cidadãos livres estavam honrando os seus deuses, que os tinham favorecido com a força e a glória.
O primeiro estádio foi construído em torno de 560 a.C. como uma simples faixa de terra, que foi remodelada cerca de 60 anos depois com a adição de elevações laterais para os espectadores.












A dez milhas do interior do mar Jónico e ao oeste do Peloponeso, no ponto onde os rios Kladios e Alpheios uniam-se, se estabeleceu o antigo santuário de Olímpia e o local dos antigos Jogos Olímpicos. Olímpia pertencia à cidade de Pisa.[2] Em torno de 700 a.C., na época do domínio de Pisa, foram feitas reformas no terreno, nivelando áreas e cavando canais.


Finalizado o passeio super emocionante em Olímpia fizemos o trajeto de volta.

Centro de Katakolon




Margeando o mar Jônico




Indo para o navio e apreciando a maravilha do mar Jônico







Depois de tantas emoções nos despedimos de Katakolon agradecendo as maravilhas vividas.

Da varanda da nossa cabine.





Hoje é dia de se arrumar para a noite do Comandante e depois ir ao Teatro para assistir ao Show


Saboreando um delicioso Limoncello enquanto aguardo o jantar.










Aguardando o show!






E seguimos navegando, deixando a Grécia para trás,  rumo a Smir na Turquia.

Esse será meu próximo post!
Até lá!